Sexta, 23 Junho 2017

T Test-Drive

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          Sobreviver no acirrado segmento de utilitários esportivos no Brasil tem sido tarefa um tanto árdua. Afinal, são quatro dezenas de diferentes opções, desde os modelos de alto luxo até os mais "populares", que, obviamente, são muito mais em conta e acessíveis. Entre estes, o JAC Motors T5, chinês que desembarcou por aqui em março passado.

          Vendido em três versões distintas, o T5 tem preço inicial de R$ 62.990. A opção de entrada, por sinal, já é bem equipada e tem vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado digital, computador de bordo, direção com assistência elétrica, rodas de alumínio aro 16, os obrigatórios airbags frontais e freios com ABS, sensor de estacionamento traseiro e controle eletrônico de tração, entre outros.

          A opção intermediária custa R$ 68.990 e traz todos os itens da básica, mais controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas, rodas de liga leve de 16 polegadas, luzes diurnas de LEDs, rack de teto e faróis de neblina.

          Já a versão topo de linha sai a R$ 72.990 e tem todos os itens da intermediária, acrescidos de bancos de couro e central multimídia com tela de oito polegadas e câmera de ré. Foi justamente a opção top do T5 que tivemos a oportunidade de testar durante uma semana.

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          Por dentro, o T5 tem uma característica que chama bastante a atenção. O interior é bem espaçoso e proporciona conforto a todos os passageiros. Não há apertos tanto para os ocupantes dos bancos dianteiros como para aqueles que viajam na parte traseira. Lá atrás, por sinal, o espaço é generoso, mesmo para três adultos. Contribui também para uma viagem agradável o assoalho quase totalmente plano, fazendo com que as pernas de quem vai ao centro do banco traseiro não fiquem tão dobradas. Aqui vale um parêntese: impressiona o porta-malas que comporta até 600 litros de bagagens.

          O acabamento do T5, por sua vez, tem o mesmo padrão dos concorrentes diretos, com várias partes feitas com plásticos duros, como podemos observar por todo o painel e também nos revestimentos das portas, por exemplo. Ao mesmo tempo, não foram encontradas peças desencaixadas ou rebarbas.

          E para tornar o ambiente interno um pouco mais sofisticado, o T5 possui alguns elementos em borracha e em couro. Este último material está presente nos bancos, na manopla do câmbio e também no volante - as costuras são feitas com linha na cor vermelha.

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          No quesito ergonomia, o T5 não decepciona. É fácil encontrar posição de dirigir confortável, uma vez que alguns detalhes fazem toda a diferença, como é o caso do banco e da coluna de direção com ajuste de altura, que deixam todos os controles do carro ao alcance das mãos. Os assentos dianteiros, aliás, são envolventes e "abraçam" motorista e carona.

          O painel de instrumentos é facilmente visualizado e traz todas as informações do computador de bordo - autonomia, consumo médio e instantâneo de combustível, distância percorria e tempo de viagem. Por outro lado, dependendo da incidência do sol na tela de cristal líquido, fica um pouco prejudicada a visualização da central multimídia.

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         O T5 é unicamente equipado com o motor flex 1.5 16V VVT de 125 cv com gasolina e 127 com álcool - torque de 15,5 kgfm e 15,7 kgfm, respectivamente. Apesar de não ter nenhum ímpeto esportivo, já que não é a proposta do carro, a unidade consegue dar conta do recado de empurrar os 1.210 kg. Mas, cuidado. Com quatro ocupantes e bagagens, convém andar com o motor "cheio" para evitar surpresas nas retomadas e ultrapassagens.

          O câmbio de seis marchas, por sinal, tem escalonamento correto, sendo que as três primeiras são bastante curtas. Os engates, por sua vez, são corretos e não há folgas, uma característica, diga-se de passagem, bem comum dos carros da JAC Motors. Aqui vale um outro parêntese: a média de consumo na cidade foi de 7,9 km/l e de 11 km/l na estrada, com álcool.

          Já o conjunto da suspensão é tradicional e utiliza sistema independente do tipo McPherson na dianteira e traseira semi-independente com eixo de torção. No geral, é capaz de absorver bem as irregularidades do piso, mas acaba por se mostrar macia em demasia. Assim, em curvas, as oscilações de carroceria são bem pronunciadas, gerando certo desconforto a bordo.

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Edição de conteúdo e jornalista responsável: Luiz Almeida

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